sábado, 31 de julho de 2010

A Mulher Em Mim Roberta Miranda


                                                                    Em meu coração
                                                                    Os amores vem e vão
                                                                    Quando pude escolher
                                                                    Me cansei de perder

                                                                   Não vai ser sempre assim
                                                                  Não sou tão forte assim
                                                                 Alguém vou encontrar
                                                                E assim sem esperar

                                                                    A mulher em mim
                                                                   Vai então pedir
                                                                   Fala de amor
                                                                   Me faz ser feliz
                                                                  Porque é assim que eu sou
                                                                 Ah eu preciso dizer
                                                                 Que a mulher em mim
                                                                 Precisa de um homem
                                                                 Que é você

                                                                 Quando o mundo for demais
                                                                A lua fria e o sol fulgaz
                                                               Se quiser se esconder
                                                               Eu escondo você

                                                               A mulher em mim
                                                             Vai então pedir
                                                             Fala de amor
                                                            Ah me faz ser feliz
                                                            Porque é assim que eu sou
                                                            Ah eu preciso dizer
                                                            Que a mulher em mim
                                                           Precisa de um homem
                                                          Que é você

                                                          Que a mulher em mim
                                                         Precisa de um homem
                                                         Que é você

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Coisas Do Coração José Augusto


Quantas vezes te falei
Que esse amor é tudo pra nós dois
Eu te quero e sempre vou te amar
Agora e depois

Quanto tempo eu não sei
Não se mede em tempo uma paixão
Mas eu sinto cada dia mais
Você no coração


Quantas coisas entre nós
Foram ditas quase sem falar
De repente um gesto e um olhar
Dizem te amo


E sem nada prometer
Nos amamos sem querer saber
Se é paixão ou se é um grande amor
Tudo que existe em nós


Pode ser amor, pode ser paixão
Pode ter até outra explicação
Só sei que quero ter você
Sempre a meu lado


Pode ser amor, pode ser paixão
Mas seja qual for a explicação
Meu bem, por que querer saber
Coisas do coração?


Quantas coisas entre nós
Foram ditas quase sem falar
De repente um gesto e um olhar
Dizem te amo


E sem nada prometer
Nos amamos sem querer saber
Se é paixão ou se é um grande amor
Tudo que existe em nós


Pode ser amor, pode ser paixão
Pode ter até outra explicação
Só sei que quero ter você
Sempre a meu lado


Pode ser amor, pode ser paixão
Mas seja qual for a explicação
Meu bem, por que querer saber
Coisas do coração?

Pode ser amor, pode ser paixão
Pode ter até outra explicação
Só sei que quero ter você
Sempre a meu lado

Pode ser amor, pode ser paixão
Mas seja qual for a explicação...


quarta-feira, 28 de julho de 2010

No Rancho Fundo Chitãozinho e Xororó


No rancho fundo Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade...
No rancho fundo
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as "mágoas"
Tendo os olhos rasos d'água


Pobre moreno
Que de noite no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro
Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal desse moreno


No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite nem de dia


Os arvoredos
Já não contam mais segredos
E a última palmeira
Já morreu na cordilheira


Os passarinhos
Internaram-se nos ninhos
De tão triste esta tristeza
Enche de trevas a natureza


Tudo porque
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê
Se Deus soubesse
Da tristeza lá da serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na terra


Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade


Ele que era
O cantor da primavera
Que e que fez do rancho fundo
O céu maior que tem no mundo


Se uma flor desabrocha
E o sol queima
A montanha vai gelando
Lembra o cheiro da morena

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quem é Você


Quem é você que chora em silêncio
 Quem é você que vem de tão longe
Cansado de amar, cansado de tanta espera
Um pouco de paz nas guerras do amor

Quem te vê, não vê a sua história
Quem é você, eu sei
Sei que te amarei como amei um dia
Sei que não deixei de te amar
Eu sei quem é você
Nunca me esqueci
Nunca me cansei de esperar
Pelo seu amor
Só não sabia que seria agora


Quem diz adeus
Não sabe que o tempo
Transforma em sim
O não do silêncio
Que a força do amor
É feita de movimento
E amar é um só
Eterno momento
Hoje eu sei
Que todos os caminhos que caminhei
São seus.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Posso Errar?

Por Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?



O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.



E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de per feição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.



Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá sta tus, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.



O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.



Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres – Por que será que elas...,"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Casinha Branca

Tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha frente
Nada que me dê prazer

Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher

Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizade
Vou seguindo a multidão

Mas eu me retraio, olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão



 
 

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Reverso Da Moeda

Você já sentiu-se enjustiçada, perseguida e caluniada?
Muitas vezes em nossas vidas por mais que façamos, nunca é o suficiente, ajudar toda a família, emprestar seu carro e receber ele de volta sem gasolina e todo sujo, aquele irmã(o) que sempre é o coitadinho e nós ficamos com todo o trabalho sujo sem remuneração, pois casos familiares são impagáveis e insolúveis.
Sabe como é fica mais um pouco lava a louça e esfregue o chão, enquanto eu falo mal de você ao telefone com seus parentes, sobre como seu jeito sonso de ser encomoda a todos. Não importa o quanto seja prestativa(o) seu empenho nunca é reconhecido, não que façamos algo para ter aplausos, faz parte de nós amparar e auxiliar sem  querer nada em troca.
Isso não é ser egoísta e nem tampouco enteresseiro, os danos emocionais então são incalculáveis, ter que encarar aquela famosa carinha de "M" sorrindo cinicamente dizendo vou te ferrar rsrsrsrsrs tontinha(o) e nós engênuamente caimos feito patinhos e quando damos conta já é tarde demais.
O remédio para esse drama familiar não existe, afinal não dá pra romper com tudo de uma vez. Mas o antídoto é uma dose dupla de calma e paciencia e o principal amor próprio, isso ajuda e muito.
Senhor(a) faz tudo, dê um basta nessa "M" toda e caia fora dessa roleta russa onde a única bala no tambor
tem seu nome marcado nela.
Eutanásia é crime pode acreditar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vamos Dançar?

Ache essas e outras imagens no site Mensagens & Imagens

Venho aqui manifestar a minha indignação pelos últimos acontecimentos, moças e meninas a mercê da própria sorte?
Não estou generalizando mas, nós mulheres de uns tempos pra cá temos facilitado demais.
Na balada é risinho para todos os lados, é o maior desespero por um homem bonito e aparentemente gostoso, sabemos do risco que corremos, esquecemos os conselhos de nossos pais por um par de coxas torneadas. Tô errada?
É gravidez por dinheiro, estrupos e espancamentos em mulheres e meninas que deveriam ser amadas e desejadas.
Tenho pavor de ver todos os dias nos noticiários tanta covardia, devemos ser mais moderadas e espertas, ás vezes a vontade de se entregar é maior que a razão e dá nisso tudo.
Vamos nos preservar mais e se fazer respeitar agindo com integridade. Se continuarmos agindo como uma qualquer seremos tratadas como tal.
E aí meninas que tal guardar um pouco as partes intimas dentro das lingieris e falar menos de homens e dar mais atenção a si mesmas e talvez eu digo talvez achem um carinha legal que as tratem feito uma dama, uma mulher diferente saca?

domingo, 4 de julho de 2010

AS BELAS MENINAS PARDAS

Românticas

As belas meninas pardas
são belas como as demais.
Iguais por serem meninas,
pardas por serem iguais.

Olham com olhos no chão.
Falam com falas macias.
Não são alegres nem tristes.
São apenas como são
todos dos dias.

E as belas meninas pardas,
estudam muito, muitos anos.
Só estudam muito. Mais nada.
Que o resto, trás desenganos>>>

Sabem muito escolarmente.
Sabem pouco humanamente.

Nos passeios de domingo,
andam sempre bem trabajadas.
Direitinhas. Aprumdas.
Não conhecem o sabor que tem uma gargalhada
(Parece mal rir na rua!...)

E nunca viram a lua,
debruçada sobre o rio,
às duas da madrugada.

Sabem muito escolarmente.
Sabem pouco humanamente.

E desejam, sobretudo, um casamento decente...

O mais, são histórias perdidas...
Pois que importam outras vidas?...
outras raças?... , outros mundo?...
que importam outras meninas,
felizes, ou desgraçadas?!...

As belas meninas pardas,
dão boas mães de família,
e merecem ser estimadas...

Alda Lara  poetisa Angolana

Um templo católico construído com sangue, suor e lágrimas. Porque tudo para mim tem que haver um porém? Magnífica!